Economia Contemporânea
Assunto: Crise dos anos 80 (endividamento externo, crise fiscal do Estado, estagnação econômica e descontrole inflacionário)
PSI - Esgotamento
Crise do Anos 60
-> Crise Econômica (Fase Industrial):
Queda dos Investimentos.
Queda na taxa de crescimento da renda.
Queda dos Investimentos.
Queda na taxa de crescimento da renda.
-> Instabilidade Política:
Eleição de Jânio Quadros e João Goulart (partidos rivais).
Eleição de Jânio Quadros e João Goulart (partidos rivais).
-> Crise do Populismo:
Elite passa a ter dúvidas sobre a real capacidade dos governantes em manter compromissos políticos.
Jânio Quadros
-> Política Econômica Restritiva: adota medidas de cunho ortodoxo
• Regime Cambial: unificação mercado cambial.
• Justificativa: reduzir dificuldades do Balanço de pagamentos o que ajudaria no controle da inflação.
• Política Fiscal e Monetária Contracionistas.
• Controle dos gastos públicos.
• Redução dos subsídios concedidos a importação de petróleo e trigo.
• Controle das emissões de moeda.
• Aumento da taxa de juros.
• Medidas adotadas: bem recebidas pelos credores do Brasil junto ao FMI.
- Rolagem da dívida externa: vencimento entre 1961 e 1965.
- Obtenção de novos empréstimos com bancos estrangeiros.
• Política Externa: Postura independente.
• Não contava com uma base parlamentar de sustentação.
• Não contava com uma base parlamentar de sustentação.
Renuncia J. Quadros em 25/ago/61 (8 meses após eleição).
João Goulart (vice): estava em viagem à China comunista.
João Goulart (vice): estava em viagem à China comunista.
Fortes pressões entre os militares e civis para não assumir.
Aceleração Inflacionária (resultante do Plano de Metas).
Aceleração Inflacionária (resultante do Plano de Metas).
• Visão Estagnacionista:
Redução nas taxas de crescimento do produto devido ao
Redução nas taxas de crescimento do produto devido ao
esgotamento do dinamismo do PSI.
Necessidade de desenvolver o setor de bens de capital e ampliar setor de bens intermediários.
João Goulart
- Visto como populista e favorável aos trabalhadores.
- Congresso adota uma solução conciliatória e aprova novo
regime de governo: PARLAMENTARISMO.
Presidente com poderes diminuídos.
- 07/set/61 – João Goulart presidente e Tancredo Neves primeiro ministro.
- Ministro da Fazenda: Walter Moreira Salles.
-> Plano Trienal
• Ênfase ao aprofundamento do PSI como forma de enfrentar os pontos de estrangulamento.
• 1963: missão para EUA para renegociar a dívida foi um fracasso.
• Críticas às políticas contracionistas: abandono das medidas ortodoxas por parte de Goulart.
- Restituição dos subsídios ao trigo e ao petróleo
- Reajuste no funcionalismo: 60%.
- Reajuste do salário mínimo: 56%.
- Inflação: de 1,6% para 6,3%.
Resultados (1963):
• Econômicos:
• Descontrole das contas públicas
• Déficit no Balanço de Pagamentos intensificado com a ↓ na entrada de K autonômos
• Forte desaceleração da atividade econômica resultante das medidas contracionistas do Plano Trienal
• Políticos:
• Instabilidade econômica gera radicalização no país.
• Crescimento da politização militar.
• 31 Março 1964 – golpe civil militar derruba João Goulart.
• 31 Março 1964 – golpe civil militar derruba João Goulart.
1964 - Golpe Militar
Após a deposição de Goulart, entra em cena uma legislação baseada em atos instituicionais. O objetivo é neutralizar lideranças e organizações sociais e políticas da esquerda em geral. Foram quatro atos até a posse do general Costa e Silva, em 1967, quando entra em vigor nova Constituição. O conflito político cresce.
• Governo: Marechal Humberto Castello Branco (1964/1967)
- Ministério da Fazenda: Otávio de Gouveia Bulhões
- Ministério do Planejamento: Roberto Campos
- Cenário Econômico: desequilíbrio monetário e externo.
- Objetivos de política econômica:
- 1. Combate à inflação.
- 2. Expansão das exportações.
- 3. Retomada do crescimento econômico.
AI-1
• Ato Institucional no 1 – 9 de abril de 1964 confere novos poderes ao executivo, embora afirmasse a validade da Constituição de 1946.
• Poderes:
• submeter emendas constitucionais ao congresso;
• decretar estado de sítio e prorrogá-lo até 30 dias sem aprovação do congresso;
• suprimir direitos políticos até por 10 anos;
• enviar projetos cujos gastos não podiam ser cortados pelo congresso;
O autoritarismo crescente.....
Três fatores contribuíram:
1. Militares que participaram da queda de Goulart se transformam em censores ativos da vida política, convictos em evitar a linha populista.
2. A desorganização e o oportunismo da elite política.
3. A relativa apatia da sociedade civil.
PAEG
Plano de Ação Econômica do Governo
(Período de 1964 a 1967)
- Fase de ajuste conjuntural e estrutural da economia
- Duas Linhas de Ação para o baixo crescimento econômico e inflação:
- 1. Adoção de um plano de estabilização de preços: PAEG.
- 2. Lançamento de reformas estruturais: reforma fiscal e financeira.
• Objetivo Geral: Correção do quadro de desequilíbrios que prevalecia na economia para retomada do crescimento.
PAEG: Desequilíbrios
• Da produção industrial.
• Da distribuição regional, funcional e setorial da renda. • Do elevado déficit público.
• Do balanço de pagamentos.
• Da necessidade de ampliar o mercado consumidor.
• Da distribuição regional, funcional e setorial da renda. • Do elevado déficit público.
• Do balanço de pagamentos.
• Da necessidade de ampliar o mercado consumidor.
- Da inflação
• Razões do processo inflacionário:
1. aos déficits governamentais;
2. a expansão de crédito às empresas e;
2. a expansão de crédito às empresas e;
3. contínua pressão salarial em proporção superior ao aumento de produtividade.
PAEG e Inflação
No diagnostico de Campos e Bulhões:
“as três causas tradicionais da inflação brasileira: os déficits públicos, a expansão do crédito às empresas e as majorações institucionais de salários em proporção superior à do aumento de produtividade. Estas causas conduzem inevitavelmente à expansão dos meios de pagamento, gerando o mecanismo monetário de propagação da inflação”
(REZENDE, 1990)
• Políticas conjunturais de combate à inflação.
• Reformas estruturais (fiscal e financeira).
O controle inflacionário e as formas de conviver com a inflação eram vistos como pré-condições para a retomada do desenvolvimento.
Diagnóstico da inflação: Excesso de demanda
• déficit público.
• política salarial frouxa.
• falta de controle sobre a expansão do crédito.
Medidas estabilizadoras do PAEG:
Medidas estabilizadoras do PAEG:
• Redução do déficit público: redução dos gastos e aumento das tarifas públicas (inflação corretiva).
• Restrição do crédito e aperto monetário: aumento das taxas de juros reais e do passivo das empresas (falências e concordatas).
• Política Salarial: política para reajustes salariais.
PAEG: Combate à Inflação
- Formas de lidar com a Inflação: Inflação como mal aceitável.
- Aprender a conviver com a inflação.
- Correção monetária e indexação.
- Atitude gradualista no combate à inflação: desconsideração de tratamentos de choque.
Redução da Inflação e Retração nas taxas de crescimento econômico.
Reformas instituídas pelo PAEG:
- Reforma tributária.
- Reforma monetária-financeira.
- Reforma do setor externo.
REFORMA TRIBUTÁRIA
Objetivo Geral da Reforma Tributária:
Aumentar a arrecadação do governo e racionalizar o sistema tributário, eliminando impostos de pouca relevância financeira e definir uma estrutura capaz de incentivar o crescimento econômico.
• Correção monetária no sistema tributário
• Transformação dos impostos em cascata em impostos sobre valor adicionado: IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados)e ICM (Imposto sobre Circulação de Mercadorias).
• Redefinição do espaço tributário entre as diversas esferas do governo.
• União - IPI, IR (Imposto de Renda), ITR (Imposto Territorial Rural).
• Estados - ICM.
• Municípios – ISS (Imposto sobre Serviços) e IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano).
- Fundos de transferência intergovernamentais: os Fundo de Participação dos Estados e o dos Municípios (FPEM).
- Parte dos impostos arrecadados no nível federal era repassado às demais esferas do governo (centralização do poder sobre as receitas dos municípios)
- Surgimento de vários fundos parafiscais: importantes fontes de poupança compulsória
- FGTS: Fundo de Garantia por Tempo de Serviço PIS: Programa de Integração Social.
Reforma Tributária: Consequências
• Aumento da carga tributária: 16 % do PIB em 1963 para 21% em 1967.
• Aumento da carga tributária: 16 % do PIB em 1963 para 21% em 1967.
• Centralização da arrecadação e das decisões de política tributária.
• Descentralização dos gastos: maior flexibilidade operacional.
REFORMA MONETÁRIA
Objetivo Geral da Reforma Monetária:
Complementar o Sistema Financeiro Brasileiro (SFB) constituindo um segmento privado de longo prazo.
O País precisava de:
• Mecanismo de financiamento capaz de sustentar o processo de industrialização sem causar inflação.
• Regras claras para o funcionamento do mercado de capitais.
Reforma Monetária: Medidas
1) Instituição da correção monetária (taxas de juros positivas) e da ORTN (Obrigações Reajustáveis do Tesouro Nacional).
- Mercado de títulos para financiamento do déficit público.
- Correção Monetária da Dívida Pública.
2) Criação do CMN (Conselho Monetário Nacional) e do Bacen.
- CMN: órgão normativo da política monetária.
- Bacen: órgão executor da política monetária e fiscalizador do sistema financeiro.
- Bacen: órgão executor da política monetária e fiscalizador do sistema financeiro.
3) Criação do SFH (Sistema Financeiro da Habitação) e do BNH (Banco Nacional da Habitação).
Objetivo: eliminar déficit habitacional atribuído à falta de financiamento.
4) Reforma do sistema financeiro e do mercado de capitais: criação da Lei do Mercado de Capitais.
- Base: modelo financeiro norte-americano (especialização e segmentação do mercado).
- Bancos Comerciais, Financeiras e Bancos de Investimento, Bancos de Desenvolvimento Estatais, Bolsa de Valores, Corretoras e Sistema Nacional de Crédito Rural.
- Resolução 63: regulamentando a captação de empréstimos externos pelos bancos nacionais para repasse às empresas domésticas
Regulamentação dos bancos de investimento para atuarem no segmento de crédito de longo prazo e mercado primário de ações.
Mudança na legislação para facilitar remessa de lucros ao exterior, a fim de tornar o mercado mais atraente a investimentos diretos.
SETOR EXTERNO
• Objetivos: estimular o desenvolvimento evitando as pressões sobre o Balanço de Pagamentos.
- Duas linhas de Atuação:
- 1. Melhorar o comércio externo brasileiro.
- 2. Atrair o capital estrangeiro.
Reforma do Setor Externo: Comércio
• Estimular e diversificar as exportações: incentivos fiscais e modernização dos órgãos ligados ao comércio internacional (CACEX e CPA).
• Importações: eliminar os limites quantitativos. - Política Tarifária como controle.
• Unificação do sistema cambial e adoção do sistema de minidesvalorizações (1968).
- Variação cambial devia refletir o diferencial entre a inflação doméstica e a internacional.
• Unificação do sistema cambial e adoção do sistema de minidesvalorizações (1968).
- Variação cambial devia refletir o diferencial entre a inflação doméstica e a internacional.
Reforma do Setor Externo: K Internacional
• Atração do capital estrangeiro:
• Renegociação da dívida externa e Acordo de Garantias para o
• Renegociação da dívida externa e Acordo de Garantias para o
Capital Estrangeiro.
• Fortes influência dos seguintes fatores:
• Fortes influência dos seguintes fatores:
• Lei 4131: acesso direto das empresas ao sistema financeiro internacional.
• Resolução 63: captação de recursos externos pelos bancos comerciais e de investimento para repasse interno.
PAEG - RESULTADOS:
• Alteração do quadro institucional vigente na economia brasileira: necessidades de uma economia industrial.
• Montagem de um esquema de financiamento que viabilizava a retomada do crescimento.
• Estado: maior capacidade de intervenção econômica.
• Êxito na redução da inflação: preparação para a retomada do crescimento.
1968: Ato Institucional 5
- 13 de dezembro de 1968 até dezembro de 1978.
- Governo: General Costa e Silva.
- Elenco de ações arbitrárias de efeitos duradouros.
- Poder de exceção aos governantes para punir arbitrariamente os que fossem inimigos do regime ou como tal considerados.
- 1968: "o ano que não acabou”.
• Grande contestação da política e dos costumes.
• Movimento estudantil: demanda por novas liberdades.
• Presidente da República: autorização em caráter excepcional e, portanto, sem apreciação judicial, a:
- Decretar o recesso do Congresso Nacional;
- Intervir nos estados e municípios;
- Cassar mandatos parlamentares;
- Suspender, por dez anos, os direitos políticos de qualquer cidadão;
- Decretar o confisco de bens considerados ilícitos;
- Suspender a garantia do habeas-corpus.
- Decretado o recesso do Congresso Nacional por tempo indeterminado - só em outubro de 1969 o Congresso seria reaberto. (para referendar a escolha do general Emílio Garrastazu Médici para a Presidência da República).
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MILAGRE ECONÔMICO
1968 - 1973
- Governos:
- 1967 a 1969: Marechal Artur da Costa e Silva
- 1969 a 1974: Emílio Garrastazu Médici.
• Ministro da Fazenda: Antônio Delfim Netto.
• Período 1968-73: maiores taxas de crescimento do produto brasileiro na história recente (taxa média acima de 10% a.a.).
- Inflação: em torno de 20 a 30% ao ano (Política Gradualista de combate à inflação).
Objetivos Econômicos
DELFIM NETO:
• Continuar com o controle Inflacionário.
- Interpretação: custos e capacidade ociosa
• Retomar Níveis de rescimento (cerca de 6% ao ano).
- Incentivar investimentos e crédito
Objetivos Políticos
• Período Militar precisava apresentar CONTROLE e RESULTADOS
• FOCO DA POLÍTICA DO PERÍODO:
- Inflação.
- Dinamismo ao setor produtivo.
- Dinamismo ao setor produtivo.
- Política de crédito.
Cenário
• Reformas institucionais anteriores.
• Capacidade ociosa na indústria.
• Crescimento da economia mundial.
• Mudança no diagnóstico da inflação: política gradualista.
• De Inflação de Demanda para Inflação de Custos.
• Afrouxamento das Políticas de contenção da demanda (monetária, fiscal e creditícia – exceto salários).
• Conselho Interministerial de Preços (CIP) em 1968.
INFLACÃO
Combate à Inflação:
- Focar nos fatores que causam a inflação de custos
a) Expansão do crédito ao consumidor: redução da capacidade ociosa da economia.
b) Subsídios ao setor agrícola:
• Isenção fiscal e juros baixos.
• Assegurar a oferta suficiente de alimentos sem pressionar
• Assegurar a oferta suficiente de alimentos sem pressionar
custos.
• Atender a demanda.
• Atender a demanda.
c) Incentivo ao setor imobiliário:
• SFH permitiu a utilização da capacidade ociosa dos setores de construção civil.
SETOR PRODUTIVO
Dinamismo ao Setor Produtivo:
• Incentivar setores capazes de exportar bens de alto valor agregado.
a) Incentivo à entrada de capitais sob forma de empréstimos:
• Benefício utilizado principalmente pelas empresas estrangeiras.
b) Forte participação do BNDE como fomentador do investimentos produtivos.
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Dinamismo ao Setor Produtivo
c) Definição do segmento “carro-chefe” do desenvolvimento:
• Bens Duráveis.
d) Incentivos ao setor exportador:
• Subsídios.
• Políticas de mini-desvalorizações cambiais.
• Políticas de mini-desvalorizações cambiais.
REFORMAS
Reformas Monetária e de Crédito
a) Incentivar expansão do crédito:
- Interpretação sobre o setor bancário: INEFICIENTE
b) Controle direto as taxas de juros:
- Estabelecimento de teto para aplicações e captações.
- c) Expansão da Liquidez controlada pela emissão de Títulos Públicos:
• Taxa de juros de instituições oficiais para alguns setores chegavam a ser negativas
d) Aumento de incentivos para empréstimos pelos bancos:
• Políticas de remuneração dos depósitos compulsórios.
• Redução das taxas de Depósitos Compulsórios como incentivo à contenção dos juros (de 70% em 1967 para 36% em 1973).
• Empréstimos Externos via Resolução 63.
Impactos no Setor Bancário
REFORMA BANCÁRIA:
- Entre 67 e 73 haviam 190 bancos comerciais
- Final de 73 haviam 115 bancos comerciais
Impactos na Capacidade Ociosa
OCUPAÇÃO DA CAPACIDADE OCIOSA DAS EMPRESAS:
- 1967: 76%
- 1971: 93%
- 1972/73: 100%
- 1971: 93%
- 1972/73: 100%
Reforma Fiscal
• Eficiência da máquina governamental com arrecadação crescente:
- 1963 = déficit de 4,2% - 1966 = déficit de 1,1% - 1973 = superavit de 0,06%
Impostos:
• Criação do IOF (1972) = 3,8% da receita em 1973;
• IPI = mais importante = 36,2% em 1973;
• IR = 24,3% em 1973;
- Impostos para bens importados: apenas 7,2% (incentivo às importações de máquinas e equipamentos)
Resultado Principal:
EXPANSÃO DOS INVESTIMENTOS E SURGIMENTO DE NOVAS EMPRESAS ESTATAIS.
Empresas Estatais
• Foram criadas entre 1967-1973:
• 231 novas Empresas Públicas:
• 175 na área de serviços.
• 42 na indústria de transformação. Ø 12 em mineração.
• 2 na agricultura.
• 175 na área de serviços.
• 42 na indústria de transformação. Ø 12 em mineração.
• 2 na agricultura.
• Consolidação do monopólio estatal de eletricidade, telecomunicações (criação à época da Eletrobrás, Telebrás e Embratel).
• Ideologia desta expansão: prioridade era o crescimento e desenvolvimento de setores que não eram interesse do setor privado.
• Financiamento: BNDE e empréstimos externos (BcMundial e BID)
Exemplos de Empresas Estatais
• Rodovia Transamazônica.
• Usina Hidrelétrica de Itaipu.
• Usina Hidrelétrica de Tucuruí.
• Ferrovia do Aço
• Telebrás.
• Hidrelétrica de Jupiá.
• Embratel.
• Usina Nuclear Angra I.
• Ponte Rio Niterói.
• Polo Petroquímico de São Paulo.
• Usina Hidrelétrica de Itaipu.
• Usina Hidrelétrica de Tucuruí.
• Ferrovia do Aço
• Telebrás.
• Hidrelétrica de Jupiá.
• Embratel.
• Usina Nuclear Angra I.
• Ponte Rio Niterói.
• Polo Petroquímico de São Paulo.
• Usina Hidrelétrica de Ilha Solteira.
Síntese dos Fatores Favoráveis ao Milagre
1) Existência de capacidade ociosa na economia.
2) Forte liquidez no mercado internacional: Eurodólares e Petrodólares. 3) Regime autoritário.
4) Adoção de controle dos preços.
5) Tabelamento das taxas de juros.
2) Forte liquidez no mercado internacional: Eurodólares e Petrodólares. 3) Regime autoritário.
4) Adoção de controle dos preços.
5) Tabelamento das taxas de juros.
6) Política de minidesvalorizações cambiais de acordo com a inflação, evitando perda de competitividade das exportações.
RESULTADOS
Endividamento Externo
• Dívida externa: cresceu em torno de US$ 9 bilhões.
• Estímulo ao endividamento externo brasileiro.
• Elevada demanda por crédito.
• Taxas de juros internas elevadas (reforma de 64/66).
• Grande liquidez no sistema financeiro internacional.
• Principais tomadores de recursos externos: setor privado (especialmente estrangeiro).
CRESCIMENTO DA DÍVIDA EXTERNA
Elevada Participação do Setor Público
• Estado controlava os principais preços da economia: câmbio, salário, juros, tarifas e uma política de preços administrados via CIP.
• Estado respondia pela maior parte das decisões de investimento: investimentos da administração pública, empresas estatais, captação de recursos financeiros como fundos de poupança compulsória, títulos públicos, cadernetas de poupança, entre outros.
Concentração de Renda
• Principal crítica ao Milagre: Acentuação da concentração de renda.
• Concentração de renda que se fazia no período está baseada na famosa “Teoria do Bolo” (crescer para depois repartir).
• Explicação: tendência de um país que se desenvolvia e que demandava mão-de-obra qualificada escassa.
Setor Agrícola: Medidas Institucionais
• Criação do Sistema Nacional de Crédito Rural (SNCR): linhas de crédito acessíveis e baratas aos agricultores.
• Adoção de políticas de garantias de preços mínimos (PGPM) com dois mecanismos básicos:
• AGF (Aquisição do Governo Federal): compras feitas pelo governo de produtos com preços prefixados (estocar e vender em momentos de escassez do produto no mercado).
• EGF (Empréstimo do Governo Federal): financiar a estocagem do produto pelo agricultor.
• AGF (Aquisição do Governo Federal): compras feitas pelo governo de produtos com preços prefixados (estocar e vender em momentos de escassez do produto no mercado).
• EGF (Empréstimo do Governo Federal): financiar a estocagem do produto pelo agricultor.
Setor Agrícola: Modernização
• EMBRAPA: Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária.
• Aumento do grau de mecanização e quimificação das fazendas para aumentar a produtividade do setor.
• Aumentar a produção de bens exportáveis (soja e laranja) e produtos destinados ao mercado doméstico (cana-de-açúcar e álcool).
• Proálcool.
• Proálcool.
Setor Agrícola: Modernização
• Expansão da fronteira agrícola na direção da região Centro-Oeste: área cultivada passou de 29 milhões de ha (1960) para 50 milhões em 1980.
• Crescimento da agroindústria (interligação entre o setor agrícola, seus fornecedores e consumidores).
• Aumento da concentração fundiária e da utilização de mão-de-obra temporária.
Do Crescimento forçado à Crise da Dívida
A Ciranda Financeira
• Viabilidade ao Sistema Financeiro: governo empresta a taxas subsidiadas (prefixadas) e amplia a liquidez primária (evitar a insolvência do setor nominal).
Consequências:
– a elevação do déficit público (pelo spread negativo).
– perda do controle monetário.
– aumento do passivo do setor público.
Brasil: final dos anos 70 e início dos 80
• Transformações no cenário internacional e vulnerabilidade.
– Choque do petróleo (1979) e elevação da taxa de juros
internacional
– 1979 ano do início da crise cambial.
• Elevação dos juros internacionais: Brasil com endividamento crescente.
Brasil: final dos anos 70 e início dos 80
• Deterioração da situação fiscal do Estado com:
– Redução na carga tributária bruta.
– Aumento no volume de transferências: juros da dívida.
– Redução na carga tributária bruta.
– Aumento no volume de transferências: juros da dívida.
– Estatais: foco de déficits.
• Pressões inflacionárias: 77% a.a..
• Mudança de governo (Geisel por Figueiredo) e abertura
política.
• Mudança de governo (Geisel por Figueiredo) e abertura
política.
Governo Figueiredo
João Batista de Oliveira Figueiredo: 1979 a 1985.
• Continuação da abertura política iniciada no governo Geisel.
• Concessão de anistia aos exilados.
• Maior liberdade sindical.
• Reformas partidárias: criação de novos partidos políticos.
• Ministro do Planejamento: Mário Henrique Simonsen.
• Diagnóstico Básico para Desequilíbrios Externos e Inflação: Excesso de Demanda Interna = Déficit Público.
• Política Econômica:Controle da Demanda Agregada.
• Política Econômica:Controle da Demanda Agregada.
• Grande reação política: substituição do ministro em 1979.
Delfim Netto
• Assume a SEPLAN (SecretariadePlanejamento).
• Discurso desenvolvimentista e de combate à inflação (reedição do
• Discurso desenvolvimentista e de combate à inflação (reedição do
Milagre Econômico).
• Delfim: combate à inflação com crescimento.
• Controle das taxas de juros.
• Expansão do crédito para a agricultura.
• Criação da SEST (Secretaria Especial das Empresas Estatais).
• Expansão do crédito para a agricultura.
• Criação da SEST (Secretaria Especial das Empresas Estatais).
• Revogação da Lei do Similar Nacional.
• Estímulo à captação externa.
• Estímulo à captação externa.
Delfim Netto: Resultados
- Maxi-desvalorização de 30% do cruzeiro em dezembro de 1979.
• Aceleração inflacionária para os 100% a.a.
- Aumento dos preços e da semestralidade salarial.
- Aumento dos preços e da semestralidade salarial.
• Acentuação do processo especulativo devido à maxi-desvalorização cambial e aumento do custo de bens importados.
• Cenário Internacional: maior crise internacional no pós guerra.
- Segunda Crise do Petróleo.
- Elevação das taxas de juros internacionais: elevação dos
- Elevação das taxas de juros internacionais: elevação dos
juros nos EUA.
- Aceleração inflacionária.
- Aceleração inflacionária.
A Crise do Endividamento
Dívida Externa: de 1974 a 1984
Resultados do Ajuste “Voluntário”:
• Profunda recessão em 1981 e 1983 e baixo crescimento em 1982.
• Aceleração da inflação em 82, estabilizada em 100% nos anos de 1981 e 1982.
• A política de comércio exterior foi bem sucedida: a balança
comercial sai deficitária em 1980 para superávits de US$ 6,5
bilhões em 1983 e um recorde de US$ 13 bilhões em 1984
Problemas Internos do Ajuste
Situação fiscal do setor público deteriorada.
1) Maxi-desvalorizações aumentavam o custo interno do serviço da dívida externa.
2) Recessão diminuía a base tributável.
3) Taxa de juros interna elevada encareciam a rolagem da dívida externa.
4) A aceleração inflacionária diminuía a arrecadação
1984: Contexto de Mudança de Governo.
• Movimento: Diretas Já.
- Desemprego como ameaça latente.
- A inflação mostrava-se renitente a políticas ortodoxas.
- A inflação mostrava-se renitente a políticas ortodoxas.
Resultado Final: Fim do Governo Militar e início da Nova República com esperança de ajustamentos sem sacrifícios para a população.
A saga dos planos heterodoxos: a economia brasileira de 1985 à 1994
Planos Heterodoxos
• Meta Principal: Combate à inflação.
• Diferentes planos de estabilização:
• Cruzado (1986), Bresser(1987), Verão (1989), Collor I (1990), Collor II (1991) e Real (1994).
• Cruzado (1986), Bresser(1987), Verão (1989), Collor I (1990), Collor II (1991) e Real (1994).
• Diagnóstico da Inflação Inercial.
• Elemento principal: congelamento de preços.
• Oscilações na inflação e no crescimento
• Ambiente de democratização: 1988 Nova Constituição.
• Oscilações na inflação e no crescimento
• Ambiente de democratização: 1988 Nova Constituição.
• Até Plano Real: Brasil praticamente excluído do fluxo de capitais internacionais.
Governo Sarney: 1985 a 1990
• Inflação em alta desde 1973: choques internos e externos.
• 1981/1983: superávits na Balança Comercial sem efeito sobre inflação.
• Economia em recuperação depois da recessão do início da década.
• Balança Comercial: relativo equilíbrio.
• Queda nas importações e aumento das exportações.
• Balança Comercial: relativo equilíbrio.
• Queda nas importações e aumento das exportações.
- Recuperação da economia mundial.
- Amplos superávits comerciais.
• Inflação Alta: 200% a.a.
• Quadro político incerto: Tancredo Neves.
• Quadro político incerto: Tancredo Neves.
Ortodoxia na Economia
Pensamento Ortodoxo:
• Inflação: decorrente de déficits públicos.
• Inflação: decorrente de déficits públicos.
- Eleva a demanda e força a alta dos preços.
Combate à Inflação:
• Retração da demanda.
• Setor privado: elevação dos impostos.
• Setor público: queda dos gastos públicos.
• Combate inflacionário via política recessiva
• Retração da demanda.
• Setor privado: elevação dos impostos.
• Setor público: queda dos gastos públicos.
• Combate inflacionário via política recessiva
Heterodoxia na Economia
Pensamento Heterodoxo:
• Inflação: combatida via apelo ao controle da demanda.
• Inflação: combatida via apelo ao controle da demanda.
- Combate à Inflação:
- Congelamento de preços.
- Congelamento de salários.
Debate: Heterodoxia
Inercialistas:
• Estruturalismo: fatores estruturais e mecanismos de propagação da inflação.
• Inflação: choque x tendência
• Inércia: mecanismos formais e informais de indexação.
• Inércia: mecanismos formais e informais de indexação.
• Correção monetária de preços, salários, câmbio e aPvos financeiros. • Duas opções de combate:
a) Choque heterodoxo: congelamento de preços.
b) Moeda indexada: indexação total (atrelar preços ao dólar)
b) Moeda indexada: indexação total (atrelar preços ao dólar)
Plano Cruzado
Plano Cruzado: Medidas
• Lançado em 28/02/1986 (Congelamento de preços).
• Substituição da moeda: cruzeiro por cruzado
• Conversão salários: aumentar a renda dos assalariados.
• Substituição da moeda: cruzeiro por cruzado
• Conversão salários: aumentar a renda dos assalariados.
- Poder de compra últimos 6 meses + abono 8%.
- Salário mínimo: abono de 16%.
• Gatilho Salarial: acionado toda vez que a inflação atingisse 20%.
- Congelamento preços (exceto energia elétrica: + 20%).
- Fixação da taxa de câmbio.
• Diferentes regras para ativos financeiros:
• Contratos pós fixados: menos de 1 ano não seriam
• Contratos pós fixados: menos de 1 ano não seriam
indexados.
• Caderneta de poupança: reajuste trimestral.
• Caderneta de poupança: reajuste trimestral.
• Contratos pré fixados: Tablita.
• Tabela de conversão com desvalorização diária de 0,45% (cálculo médio de inflação).
• Não foram estabelecidas metas para a política monetária e fiscal.
Plano Cruzado: Resultados
• Sucesso do plano: queda abrupta da inflação.
• Congelamento de preços: principal elemento.
• Distorções de preços.
• Distorções de preços.
• Sonho da inflação zero.
• Crescimento econômico pós plano.
• Queda do desemprego e aumento dos salários nos primeiros: Ilusão monetária.
• Expansão da Demanda: pressão sobre diversos mercados.
• Preços defasados.
• Excesso de demanda em setores como vestuário e carros usados.
• Escassez de produtos: leite, carne e automóveis.
• Filas de espera.
Cruzadinho
• Cenário:
• Taxas de juros reais negativas e evasão de capitais: pioram a situação externa.
• Alternativas para romper o congelamento: Plano Cruzadinho em 24/06/1986.
• Aumento do preço dos carros e combusmveis em 30%.
• Taxas de juros reais negativas e evasão de capitais: pioram a situação externa.
• Alternativas para romper o congelamento: Plano Cruzadinho em 24/06/1986.
• Aumento do preço dos carros e combusmveis em 30%.
• Encarecer o crédito ao consumidor e baratear o crédito às empresas.
• Estímulo ao financiamento de longo prazo.
• "Cruzadinho”: tímido pacote fiscal que envolvia gasolina, automóveis, moedas estrangeiras e passagens aéreas internacionais.
• Expectativas de descongelamento deram um novo impulso à demanda.
Cruzado II
• Governo: congelamento de preços até as eleições, em 15 de novembro de 1986.
• PMDB: vence as eleições (José Sarney).
• PMDB: vence as eleições (José Sarney).
• 21 de novembro: Plano Cruzado II
• Controlar o déficit público.
• Aumento dos impostos e tarifas.
• Realinhamento de preços: saída descoordenada do congelamento
• Elevação da taxa de juros real.
• 1987: inflação em 16.8% ao mês.
• 1987: inflação em 16.8% ao mês.
• Reintrodução de mecanismos de indexação
• Desaquecimento da economia com queda da demanda e
• Desaquecimento da economia com queda da demanda e
profunda desestruturação da oferta.
• Saldos negaPvos da balança comercial.
• Moratória em fevereiro de 1987: negociação da dívida externa.
• Inflação: superou os 20% a.m.
Final do Cruzado II
- Agentes econômicos: Expectativa de Congelamento.
- Redução da credibilidade do governo: enganador e
manipulador.
- Ensinamentos:
• Necessidade controlar Demanda Agregada. - Atenção com contas externas.
• Cuidado com problemas distributivos.
• Congelamento não por tempo indefinido.
Plano Bresser
• Lançado em 12/06/1987.
• Medidas para conter aceleração inflacionária:
• Congelamento salários e preços (3 meses).
• Congelamento de aluguéis.
• Contratos pós fixados foram mantidos e para os pré fixados introduziu-se a Tablita (desvalorização de 15% a.m.)
• Cria URP (Unidade Referencial de Preços) para reajuste de salários pós congelamento: correção dos salários dos três meses seguintes com base nos três meses anteriores.
• Desvalorização cambial.
Problemas do Plano Bresser
- Queda na produção industrial.
- Desequilíbrios de preços relativos: pressões sobre custos.
- Resultado: volta da inflação.
• Pressões por reposições salariais.
• Fracasso na contenção do déficit público.
• Fragilidade política : de 4 para 5 anos de mandato
Raízes do Plano Verão
• 1987: Bresser pediu demissão.
• Assume o Ministro Maílson da Nóbrega.
• 1988: Política “Arroz com Feijão”.
• Nenhuma mágica iria ser tentada para contenção da aceleração inflacionária.
• Objetivo: estabilizar a inflação em 15% a. m.
• Congelamento de empréstimos ao setor público: reduzir
déficit operacional do governo.
déficit operacional do governo.
• Contenção salarial.
• Redução no prazo de recolhimento de impostos.
- Inflação: abaixo de 20% a.m. no primeiro semestre.
- Constituição de 1988: piora as contas públicas e aumenta o custo da mão-de-obra.
• Aumento das transferências de impostos para estados e municípios.
• 3/01/1988: suspensão da moratória.
• Final de 88: inflação superior aos 30% a.m.
• Final de 88: inflação superior aos 30% a.m.
Plano Verão: Medidas
- Lançamento em 14/01/1989.
- Ortodoxia: controle DA (juros altos e queda no déficit público).
- Heterodoxia: congelamento de preços.
- Reforma monetária: Cruzado Novo .
- Corte de três zeros no cruzado: 1,00NCz$ = Cz$1.000,00
- Crescentes déficits públicos.
• Final de 1989: eleições.
• Final do governo Sarney: inflação aPngiu 80% a.m.
Governo Sarney
- Grande descontrole das contas públicas.
- Aumento nos déficts operacionais.
- Crescimento do endividamento interno.
- Taxas de juros reais elevadas.
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